A pandemia impôs regras de distanciamento social, obrigou a medidas de segurança e higiene sem precedentes, alterou rotinas e métodos de trabalho, mudou hábitos e comportamentos em todos os aspectos das nossas vidas.

E os hábitos de consumo não são exceção! O novo Coronavírus obrigou os consumidores a olhar de forma diferente para marcas, produtos e serviços e, atualmente, há um novo tipo de consumidor: mais digital, mais atento aos preços e mais ligado ao comércio local!

Segundo o estudo realizado pela plataforma de pagamentos digitais PayPal, em parceria com a Ipsos, a crise pandémica marca um ponto de viragem nos hábitos de compra dos portugueses, que agora dão preferência aos pagamentos online, assegurando as medidas de distanciamento. Com base em 2.000 inquéritos, o mesmo estudo revela que:

  • 27% dos consumidores começaram a fazer mais vezes compras em pequenas empresas do que nas grandes lojas;
  • 75% dos inquiridos afirmam que vão comprar mais produtos locais e regionais;
  • 89% dos consumidores com mais de 65 anos acreditam que o apoio à economia local é essencial e 63% dizem sentir-se responsáveis por apoiar as empresas na sua área;
  • 67% dos millennials (consumidores nascidos entre 1980 e 2000) optam por serviços com pagamento online;
  • 62% dos portugueses utilizaram cartões bancários para pagar as compras;
  • 47% dos consumidores optaram por pagamentos online;
  • 62% dos inquiridos estão dispostos a voltar a efetuar pagamentos em dinheiro nas lojas, mas 33% continuam com medo de o fazer.

As mudanças de comportamento refletem-se, também, nas ações de solidariedade e, atualmente,72% dos portugueses preferem fazer doações online, um aumento de 14% em relação ao período anterior ao confinamento.

Num outro estudo, a SIBS e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) analisaram as alterações dos hábitos de consumo dos portugueses 100 dias após a implementação do Estado de Emergência e, de acordo com os dados divulgados, as compras físicas através do serviço MB Way registaram um crescimento de 93% do volume de transações face ao início do ano. Segundo o mesmo- estudo, o peso do e-commerce no total de compras subiu de 9% antes do aparecimento do primeiro caso da COVID-19 para 14% no período de confinamento.

Novos hábitos dos consumidores pós pandemia


QUATRO NOVOS PERFIS DE CONSUMIDOR

O novo Coranavírus obrigou os consumidores de todo o mundo a adotar novas comportamentos e a criar novos hábitos de consumo e, segundo um estudo da Ernst & Young, 42% dos consumidores acredita que a pandemia da COVID-19 alterou fundamentalmente os seus hábitos de compra. Mas será que reagimos todos da mesma forma e temos os mesmos comportamentos? Não!

Na primeira edição do Índice de Consumidores Futuros, a Ernst & Young analisou o comportamento de 4859 consumidores dos EUA, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha, e identificou quatro novos perfis de consumidor formados durante a pandemia:

  1. “Poupar e armazenar” [“Save and Stockpile”] – 35% dos inquiridos correspondem a este perfil mais pessimista e orientado para a família;
  2. “Cortes Profundos” [“Cut Deep”[ – 27% dos inquiridos gastam menos em todas as áreas de consumo, à medida que são despedidos dos seus postos de trabalho;
  3. “Mantenham-se Calmos e Continuem” [“Stay Calm, Carry On”] – neste perfil encaixam 26% dos consumidores que mantêm a sua vida praticamente sem alterações durante a pandemia;
  4. “Hibernar e Gastar” [“Hibernate and Spend”] – 11% dos inquiridos estão fechados em casa, mas gasta mais agora do que antes da pandemia.

A Ernst & Young vai mais longe e mostra como os quatro grupos identificados se podem transformar depois de ultrapassada a crise pandémica. Será que estas tendências de comportamento se vão manter? Veja o estudo aqui.

4 novos perfis de consumidor


TRANSFORMAÇÃO DIGITAL É AGORA UMA REALIDADE

Já aqui falamos da importância de uma loja online e, de facto, os números não mentem: as tendências apontam para que em 2040 cerca de 95% das compras sejam feitas online.

De acordo com a última vaga do Barómetro Global da Kantar (realizado em mais de 50 países, incluindo Portugal, através da parceira Marktest-Kantar Insights Division), o comércio eletrónico regista um crescimento mais rápido do que qualquer outra área do retalho e, além dos consumidores que experimentam pela primeira vez este canal, há também um aumento entre quem já comprava produtos e serviços online.

Segundo o estudo, quase uma em cada três famílias (32% no total) aumentou ou aumentou significativamente os seus gastos em e-commerce durante a pandemia e, a nível global, 38% dos inquiridos afirmam que vão continuar a comprar online em lojas que visitaram pela primeira vez durante a crise pandémica. Em Portugal, 43% dos inquiridos vão continuar a comprar online os produtos e serviços que começaram a comprar durante a crise (a nível global, o número desce para 31%).

Quando comparado com outros países europeus, Portugal ainda não está na linha da frente dos países com empresas que privilegiam o e-commerce, mas não há margem para quaisquer dúvidas: a transformação digital já começou e não vai parar. De acordo com os números já relativos ao período pós-confinamento da Demand Sentinel da BCG, que monitoriza o tráfego online em Portugal, há um aumento bastante significativo do tráfego online em todas as categorias, com Mobiliário (+39%), Beleza/Cosmética (+28%) e Medicamentos (+19%) no topo da tabela.

O e-commerce faz parte do “novo normal” e traz novos desafios: é necessário ter capacidade de resposta e de entrega, os inventários precisam de estar sempre atualizados, os preços têm de ser competitivos e é fundamental proporcionar uma boa experiência de compra aos clientes. Se pensa que são demasiados desafios e que a sua empresa nunca será capaz de os ultrapassar, tenha calma! Até porque, quem disse que tem de fazer tudo sozinho?

Durante a pandemia, a Páginas Amarelas desenvolveu novas soluções e novas parceiras precisamente para ajudar as empresas na sua transição digital e, portanto, podemos ajudar o seu negócio em tudo o que precisar. E se já está a pensar que a sua área de atividade está fora do nosso alcance, deixe-me dizer-lhe que serviços, saúde & beleza, B2B, retail e viagens & lazer são as áreas que mais nos procuram atualmente. Tenho a certeza que podemos ajudar o seu negócio a entrar no futuro e a adaptar-se ao “novo normal”, fale connosco.