Dizer que os portugueses estão cada vez mais digitais não é propriamente uma novidade. Já aqui falei sobre as mudanças nos comportamentos dos consumidores e de como a COVID-19 acelerou a transformação digital das empresas em Portugal.

Assim, a pergunta que se impõe é simples: como está o panorama digital em Portugal atualmente? O último relatório da We Are Social e da Hootsuite, revela todos os dados relacionados com a utilização da Internet, das redes sociais, do telemóvel, das compras online e do marketing digital. Vamos conhecê-lo?


Os portugueses e a utilização da internet

Em janeiro de 2021, Portugal contava 10,18 milhões de habitantes (menos 0,3% do que em janeiro de 2020), sendo que 66,6% dos portugueses vive em zonas urbanas e 33,3% em zonas rurais.

Dos 10,18 milhões de habitantes, 8,58 milhões utilizam a internet, ou seja, 84,2% da população portuguesa utiliza a internet, um aumento de 0,7% face ao ano anterior, e, em média, cada português está online mais de sete horas por dia.

Utilizar a internet é, muitas vezes, sinónimo de fazer pesquisas online. No Google, os temas mais procurados entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2020 foram “meteorologia”, “Facebook”, “tradutor”, “tempo” e “Google”.

De acordo com o relatório, os cinco sites mais procurados em dezembro de 2020 foram:
  • Google.com – com 278 milhões de visitas
  • Youtube.com – com 106 milhões de visitas
  • Facebook.com – com 101 milhões de visitas
  • Google.pt – com 60,1 milhões de visitas
  • Sapo.pt – com 53 milhões de visitas

Paralelamente ao crescimento da utilização da internet, surgem mais preocupações no que à privacidade e segurança online dizem respeito. De facto, 75,7% dos portugueses mostram-se preocupados com a veracidade, ou falta dela, das informações online e 53,9% dos internautas expressam preocupação face à utilização dos seus dados por parte das empresas.




Redes sociais? Like!

Dos 10,18 milhões de portugueses, 7,8 milhões utilizam as redes sociais, ou seja, 76,6% da população portuguesa tem conta ativa nas redes sociais, um aumento de 11% (800 mil portugueses) face a 2020.

Segundo o relatório, cada português tem, em média, 8,7 contas nas redes sociais, nas quais despende, em média, 2 horas e 18 minutos por dia. Relativamente às plataformas mais utilizadas, o top cinco é composto por:

  • YouTube – 92,1%
  • Facebook – 88,2%
  • WhatsApp – 82,5%
  • Facebook Messenger – 79,4%
  • Instagram – 75,3%

Relativamente ao género dos utilizadores, os números apresentados mostram que as redes sociais são utilizadas tanto por homens como por mulheres, com ligeiras diferenças entre eles:
  • Facebook– 52,4% mulheres | 47,6% homens
  • YouTube– 49,7% mulheres | 50,3% homens
  • Instagram– 54,2% mulheres | 45,8% homens
  • Facebook Messenger – 54,0% mulheres | 46,0% homens
  • Linkedin– 48,5% mulheres | 51,5% homens
  • Snapchat– 66,7% mulheres | 32,6% homens
  • Twitter– 32,8% mulheres | 67,2% homens
  • Pinterest– 80,6% mulheres | 14,9% homens


Crescimento da utilização do telemóvel
Longe vai o tempo em que para aceder à internet era necessário um computador. De acordo com o relatório da We Are Social e da Hootsuite, 8,14 milhões de portugueses (94,6%) acedem à internet através do telemóvel, existindo 15,8 milhões de conexões (cartões SIM), o que corresponde a 155,1% da população portuguesa.

E os números expressivos não param: 96,9% dos portugueses que utilizam redes sociais, acedem às suas contas através do telemóvel, sendo que 74% utilizam Android e 25,7% usam Apple.

Relativamente às aplicações móveis, chat (95,8%), redes sociais (96,2%), entretenimento e vídeo (86,4%), mapas (82,2%) e shopping (666,7%) são as aplicações mais utilizadas.



Compro, logo existo

Nos últimos anos, as compras online têm vindo a aumentar e não é de estranhar que a pandemia tenha acentuado o seu crescimento. Fechados em casa, os portugueses tiveram de encontrar novas respostas para as suas necessidades e compras online foram, sem qualquer dúvida, uma tábua de salvação.

Assim, e segundo os números, há 5,11 milhões de portugueses a comprar online, um aumento de 19,5% face ao ano anterior. Numa análise mais detalhada, o relatório dá conta de números bastante expressivos em todas as faixas etárias:
  • 16 – 24 anos: 62,3% dos portugueses fizeram uma compra online
  • 25 - 34 anos: 75,4% dos portugueses fizeram uma compra online
  • 35 - 44 anos: 71,5% dos portugueses fizeram uma compra online
  • 45 - 54 anos: 70,6% dos portugueses fizeram uma compra online
  • 55 - 64 anos: 61,8% dos portugueses fizeram uma compra online

Das compras realizadas, o relatório apresenta os gastos (em dólares) para oito categorias:
  • Viagens, Mobilidade & Acomodação– 1,38 biliões de dólares (-48,9%)
  • Moda & Beleza - 1,18 biliões de dólares (+21,1%)
  • Eletrónica & Media Físicos – 866,9 biliões de dólares (+15,6%)
  • Comida e Cuidados Pessoais – 346,6 biliões de dólares (+26,9%)
  • Móveis e Decoração – 347,6 biliões de dólares (+23,6%)
  • Brinquedos & Hobbies – 677,1 biliões de dólares (+16,4%)
  • Música Digital – 50,83 biliões de dólares (+29,5%)
  • Jogos de vídeo – 1119,4 biliões de dólares (+23,7%)


Relativamente ao e-commerce, o relatório destaca ainda que 66,7% dos portugueses utilizaram aplicações de shopping num telemóvel e/ou tablet e que 36,1% compraram efetivamente um produto através do telemóvel.

A descoberta de novas marcas continua a ter nas recomendações “boca-a-boca” a sua principal fonte (39,3%), seguindo-se os anúncios de televisão (38,9%), os motores de busca (38,8%) e os anúncios nas redes sociais (33,8).

Já no que diz respeito à forma de pesquisar marcas, destacam-se os motores de busca (64,6%), as redes sociais (43%), os sites comparadores de preço (38,7%) e as reviews dos consumidores (22,3%).

O relatório daWe Are Social e da Hootsuite não deixa dúvidas:
  • O número de utilizadores de internet continua a aumentar, assim como o tempo passado online;
  • A utilização das redes sociais continua a crescer;
  • O telemóvel é cada vez mais utilizado nas pesquisas online;
  • O e-commerce está a crescer e a pandemia teve um forte impacto nesse crescimento


Se ainda não pensou na transformação digital do seu negócio, não perca mais tempo! O digital veio para ficar e não pode deixar a sua empresa de fora. Se precisar de ajuda, já sabe: fale connosco!